Blog do Rodrigo

Blog do Analista de Sistemas Rodrigo Dias Dorval

Nós sempre superestimamos a mudança que vai ocorrer em dois anos e subestimamos a que vai ocorrer nos próximos dez. Não se deixe adormecer pela inércia - Bill Gates

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Para as empresas que prestam consultoria relacionada ao auxílio para tomada decisão, um dos principais desafios enfrentados nos clientes é encontrar as informações necessárias para estudá-las e extrair conclusões que demonstrem real valor a partir de então. Em nossa experiência no relacionamento com clientes, observamos que cerca de 25% do tempo das pessoas responsáveis por decisões são gastos em decodificação de dados.

De um modo geral, as empresas têm seus dados armazenados em diferentes locais e formas que, de acordo com a área, ficam centralizados com os responsáveis por determinado setor, o que aumenta a dificuldade de uma análise global e centralizada.

Existe um GAP entre querer tomar decisões embasadas em fatos e colocá-las em prática, justamente por conta das dificuldades técnicas em se analisar as informações da organização. Como agrupar os dados de faturamento, relacionar com as informações referentes a pedidos e estoque, por exemplo? Os softwares de BI solucionam este problema, criando bases de dados completas com informações unificadas.

Uma ordem racional e normalmente utilizada para o desenvolvimento do processo de decisão pode ser a seguinte: Implantação dos ERPs e utilização de BIs.

Nesse modelo usual, falta a incorporação da Inteligência Analítica.

Os ERPs são soluções que, a partir da automatização dos processos burocráticos, agem como ferramentas “construtoras” da informação de qualquer empresa. Eles ajudam a compor uma base uniforme de dados concentrando-os e armazenando-os. Não adianta ter uma aplicação tecnológica ótima se não houver informações disponíveis com as quais trabalhar.

Já os softwares de BI são grandes instrumentos organizadores e moldadores e oferecem uma interface dinâmica e tecnologicamente atrativa para que os responsáveis envolvidos no processo decisório possam navegar. Para tanto, é necessária uma base integrada (data warehouses), oriundos preferencialmente de um ERP, pois assim maximiza-se a confiabilidade da informação.

O BI age, na prática, como um elemento que viabiliza a liberdade analítica ao tomador de decisão, pois o mesmo não dependerá mais dos profissionais de TI para gerar os relatórios que contenham informações importantes para alavancar as decisões da empresa.

Mas até que ponto esta liberdade de navegação é positiva no processo de tomada de decisão? À medida que se abrem muitos leques de opções, o foco pode se perder.

É aí que entra uma lacuna considerada essencial para fechar o ciclo decisório. Para obter informações relevantes para análise, é preciso dedicar tempo com estudos aprofundados na organização. A definição dos principais indicadores de desempenho, análise dos processos organizacionais, definição das estratégias, escolha de metas e referenciais comparativos são alguns dos pontos a serem considerados na hora da customização do software de BI. Esses pontos são base para obter uma variável resposta útil e que realmente complemente o conhecimento, além de ampliar os resultados corporativos.

O BI não basta. É preciso incorporar “Inteligência Analítica ao processo”.

Um exemplo de que os softwares de BI se acoplam à inteligência analítica e não são substituidores dela é um recurso apresentado como “Alarme”. O software de BI informa em que momento determinado indicador atinge um target pré-determinado, sendo este um valor que indique o atendimento, ou não, das metas ou até mesmo uma variação significativa (análise estatística com base no tipo distribuição dos dados). O BI disponibiliza o recurso, mas quem define os valores que serão as referências para avaliação são os responsáveis por tomar as decisões, sempre alinhados às estratégias da organização, sejam elas de maximização de lucro ou margem, otimização de processos, otimização de atendimento, etc.

A maioria das empresas hoje tem a idéia errônea de que, a partir da compra do BI, os resultados do processo decisório começarão a melhorar. Mas, a melhoria desses depende de uma nova cultura: a de tomada de decisões com base em evidências, estatisticamente validadas e cientificamente ponderadas, sem análises empíricas e pífias que, no final, são somente elucubrações.

Todos os exemplos citados descrevem duas vertentes distintas: Ferramenta e Processo Decisório. Na prática, todas as aplicações de uso tecnológico da ferramenta BI são caracterizadas como “information”, pois, por meio dele, as pessoas envolvidas no incremento de sucesso na instituição adquirem conhecimento quanto à salubridade organizacional. A parte analítica que examina os dados disponibilizados implementa respectivos planos de ação e faz o acompanhamento de resultados, sendo assim caracterizada como “intelligence”.

Ou seja: os softwares de BI se propõem a disponibilizar a informação necessária, no momento adequado, para a pessoa certa. Mas não bastam para alavancar as decisões, de fato. É preciso incorporar um elemento analítico mais aprofundado. Daí a opinião sobre o significado de BI como “Business Information” e não “Business Intelligence”.

Os críticos nunca pouparam o megabilionário Bill Gates, os concorrentes o acusaram muitas vezes de desleal, mas o presidente e fundador da Microsoft com certeza deixa um legado como mega empresário e também como desenvolvedor!
Em uma entrevista, Gates atribui seu sucesso: “Eles não entenderam como unir pessoas com experiências em negócios e em engenharia. Eles também não sabiam como se deslocar pelo mundo“. A grande jogada da Microsfot veio em 1980 quando a Microsoft fechou um acordo com a IBM para construir um sistema operacional que mais tarde veio a ser conhecido como o MS-DOS. A Microsoft ficou conhecida do público em 1986 e em apenas um ano, Bill Gates, aos 31, se transformou na pessoa mais jovem a se tornar bilionária, e posteriormente o posto de homem mais rico do planeta (e permaneceu por décadas). Não houve durante esses anos alguém da área de tecnologia que o superasse.
Em coletiva com a imprensa, o guru do software livre Jon “Maddog” Hall, presidente da Linux International, declarou que muitas empresas e até mesmo usuários têm medo de experimentar novas alternativas em informática e por isso dificilmente haverá uma concorrência com a Microsoft. “As pessoas gostam de usar aquilo com que têm mais familiriadade. Não entendem como alguém pode fazer algo melhor e mais barato. Sendo assim, nunca haverá um novo Bill Gates, capaz de produzir bilhões de dólares com a informática”.

Mas agora, o fundador da gigante de softwares Microsoft, Bill Gates, deixa suas funções de presidente executivo da empresa para se dedicar integralmente à fundação que criou com a mulher, Melinda.Gates continuará sendo o presidente do Conselho administrativo da empresa que criou há 33 anos, mas concentrará seus esforços na Fundação Bill e Melinda, dedicada a pesquisas na área de vacinação e ao financiamento de projetos em países em desenvolvimento.

Os últimos 33 anos presenciaram o crescimento da gigante do software mundial, e com certeza vai servir para que gerações posteriores aprendam com erros, e porque não acertos daquele que apesar de não ser um ator de Hollywood, foi um dos homens de tecnologia que mais estamparam revistas em todos os tempos!

SUCESSO

Quarta, 5 de Dezembro de 2007

O texto abaixo foi escrito para uma formatura por Nizan Guanaes, paraninfo de turma na FAAP.
Olhe só o que o cara escreveu…
Deve ser por isso que é um dos melhores redatores do mundo e dono da DM9.

SUCESSO

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos:

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo
realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.

E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que
descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo”.
E ela responde: “Eu também não, meu filho”.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho:
Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia:
“Seja quente, ou seja, frio, não seja morno que eu te vomito”.
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente, ou seja frio, não seja morno que eu te vomito: É preferível o erro à
omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser
analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do
cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: “Eu não disse!”, “Eu sabia!” Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 20 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o
ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque
aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque
você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama Sucesso!

Google, Yahoo! ou Live Search?

Terça, 9 de Outubro de 2007

Parece ser uma pergunta de resposta óbvia, porém talvez não seja mais.

O novo Live Search está totalmente melhorado e seus algoritmos foram mudados.
Não sei o que a Microsoft fez, mas seu sistema de busca está rápido. Rápido o suficiente para ficar horas passeando em seu site, enquanto o Google não consegue ficar nem 20 minutos.

Vou mostrar um relatório simples, de comparação de rastreadores:
Observe quantas vezes o Google, Yahoo, e LiveSearch passam no portal www.dualbuscas.com em 1 dia:

Google: 27 vezes

Yahoo: 9 vezes

Live Search : 72 vezes

Ao ver esta informação, você pode está achando que o Live Search ultrapassou a Google em qualidade, mas não é bem assim. O Live Search ainda tem alguns problemas, dentre eles é o fato de que ele passa apenas em um período do dia. Ou seja, se você atualizar o site após ele ter passado, só no outro dia será registrado. Já o Google passa pelo site em horários diferente, divididos em manhã, tarde e noite. O Yahoo! tem o mesmo perfil do Google, porém ele passa poucas vezes no site.

Critérios de classificação

Bom, o fator de classificação dos sites não muda muito, mas alguns detalhes podem fazer a diferença.

O Google se baseia em sites de qualidade, tags, os mais prestigiados e que contenham mais conteúdo.

O Yahoo se baseia em sites de qualidade, tags, e mais prestigiados.
O Live Search se baseia em sites de qualidade, tags, os mais atualizados, e mais prestigiados.

1- Então, quanto mais seu site for atualizado, maior será a classificação no Live Search, mesmo que seu site não retenha conteúdo. Assim como prestigiado, significa que seu site é escrito em outros, ou melhor dizendo, que tenham links apontados para seu site. Qualidade significa que seu site está em um diretório de alta qualidade, isso também influência. Tags, se seu site for sobre Pintura, quanto mais a palavra Pintura estiver em seu site, mais será classificado.

2 - Já no Google, se seu site estiver em um diretório de alta qualidade, seu site fica em alta classificação, mesmo se ele for atualizado uma vez ao ano. O prestígio aqui também existe. Quantidade de conteúdo é levada em conta e tags também.

3 - O Yahoo, também conta prestígio, tags e qualidade.

Notou a diferença?

Se você usa o Google, e é dono de um site que não está em um diretório, pode chorar, porque sua classificação comparado a sites que estejam em um diretório será baixa. Você pode atualizar seu site a cada 3 horas, mas isso não irá aumentar sua classificação.
Já o Live Search é flexível, ele consegue detectar sites não atualizados, e isso implica em desclassificação. Fique claro, que ele não rankeia os mais atualizados, apenas desclassifica os que não atualizam.

O Yahoo! tem um pouco dos dois, porem é lento. Se você quer estar com as ultimas informações de um sistema de busca, o Yahoo! não é o mais adequado.
Para finalizar,

É melhor a Google tomar cuidado, porque a Microsoft está melhorando seus algoritmos, e faz tempo que isso está sendo feito, e certamente, em breve, a Microsoft poderá superar a busca do Google.
Isso se a Google não comprar o Yahoo!.

Por: Paulo Maciel, sócio-fundador da Dual Buscas Ltda, Aware da Microsoft, especializado em programação voltada para web, marketing, e gestão.

Situado entre os 10 países com o maior número de internautas em todo o mundo, o Brasil vê o comércio eletrônico ganhar força e ultrapassar os R$ 13 bilhões em volume em 2006. Este movimento vem sendo alavancado pelo cartão de crédito, a moeda preferida na Internet: nos últimos 12 meses, 47% dos compradores online – 4,3 milhões de pessoas - utilizaram o cartão de crédito na rede para pagar o equivalente a 85% de todas as transações.

Para este ano, estima-se que o volume de transações na rede com cartões de crédito deva aumentar 65% em relação a 2005. Estes dados fazem parte do estudo exclusivo O Cartão de Crédito e o Comércio Eletrônico, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Credicard Itaú, e apresentada à Imprensa no dia 12 de julho por Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing e Vendas da Empresa.

A utilização dos cartões de crédito nas compras online conquistou a preferência dos consumidores pela facilidade e segurança que representa, especialmente após vencida a resistência da primeira compra. “Pesquisas qualitativas realizadas pela Credicard Itaú indicam que 39% dos portadores de cartão acessam a internet e que a utilização do cartão como meio de pagamento online torna-se freqüente depois da primeira utilização”, afirma Fernando Chacon.

Nos últimos 12 meses, 59 milhões de pessoas usaram a internet pelo menos uma vez. A principal atração ainda são as salas de bate-papo, e-mails e chats, com 82% da demanda ao lado da busca de informações que representam 81% da procura. No mesmo período, o acesso à internet para compras foi realizado por 4,1 milhões de pessoas.

A pesquisa mostra que o ticket médio das compras online é de R$ 287, ou seja, 219% superior ao valor médio de todas as compras com cartão (R$ 90). Em relação ao ano passado, porém, nota-se que o valor do ticket médio reduziu em 5%. Isto sinaliza uma mudança no comportamento dos consumidores online que, nos últimos 12 meses, realizaram um maior número de compras de menor valor com cartão de crédito.

O estudo realizado pela Credicard Itaú revela que uso de cartão de crédito no e-commerce tem impulsionado principalmente os setores de eletro-eletrônicos, viagens e turismo e ingressos de cinema e teatro. A participação do cartão como forma de pagamento desses produtos representa 37%, 25% e 10%, respectivamente, enquanto os demais meios de pagamento ficam com 27%, 5% e 4%. Os produtos mais comprados pela Internet ainda são os livros, CDs e DVDs, representando 50% tanto dos pagamentos com cartão, como com outros meios.

Classes de baixa renda de olho na Internet

Quinta, 24 de Maio de 2007

Estima-se que existam atualmente, no Brasil, cerca de trinta milhões de pessoas com acesso à Internet, das quais, cerca de quatro milhões já realizam compras on-line regularmente. O caminho natural do e-commerce, agora, além de continuar transformando os atuais internautas em consumidores, é se expandir para outras classes de renda de forma que o bom ritmo de crescimento nas vendas seja mantido.

Há algum tempo atrás, escrevi um artigo comentando que a Internet funcionava como uma enorme peneira, retendo os consumidores de renda mais alta. Ainda não é possível dizer que essa realidade mudou, uma vez que a maior parte dos consumidores on-line ainda pertence, majoritariamente, às classes “A” e “B”, no entanto, alguns indicadores já mostram uma expansão da Internet em direção a classes de renda mais baixa.

Mais computadores, mais vendas

A última pesquisa de domicílios realizada pelo IBGE, o PNDA 2004, aponta que 16,3 % das residências no Brasil possuem um micro-computador, dos quais, 12,2% com acesso à Internet. Para se ter idéia do potencial de expansão no número de computadores domiciliares no Brasil, o IBGE aponta, na mesma pesquisa, que 65% dos domicílios já possuem telefones e 90% já possuem, pelo menos, um aparelho de televisão. Também uma pesquisa recente realizada em favelas no Rio de Janeiro pela organização Núcleo de Pesquisa Favela, Opinião e Mercado indica que cerca de 11% dos moradores tem computadores com acesso à Internet.

Com investimentos públicos como o Programa de Inclusão Digital, que irá facilitar a aquisição de computadores abaixo de mil reais e com pagamento extremamente facilitado, além da inclusão de equipamentos na maior parte das escolas públicas do país, o número de pessoas conectadas a Web deve aumentar expressivamente. Sabe-se que o grande fator de crescimento nas vendas on-line é o aumento no número de pessoas conectadas à rede, portanto, mais computadores significam mais conexões e mais vendas pela Internet.

Distribuição de vendas por região

Outro indicador interessante, desta vez segundo dados da empresa eBit, mostra que as vendas on-line realizadas por consumidores residentes nas regiões de menor renda per capita, como o Norte e Nordeste, vêm aumentando sua participação no total das vendas no Brasil, diminuindo aos poucos a grande concentração do faturamento nas regiões mais ricas, como é o caso de São Paulo.

Fato concreto é que, com ou sem estímulos governamentais, a quantidade de internautas e de consumidores on-line continua crescendo em ritmo forte, impulsionando o aumento das vendas, e essa tendência vai persistir por alguns anos, tendo em vista o enorme espaço para penetração da Internet no Brasil, conforme os dados apontados. Não há nenhum mistério no crescimento do e-commerce, e na expansão gradativa da Internet para diferentes classes sociais.

Foi assim que ocorreu nos Estados Unidos e na maioria absoluta dos países, portanto, não é surpresa que ocorra também por aqui. É importante que os comerciantes on-line fiquem atentos a essas novas tendências. Consumidores, que até pouco tempo sequer acessavam um computador, estão aos poucos sendo apresentados à facilidade das compras on-line e produtos que até pouco tempo atrás não tinham boa aceitação na Internet, podem começar a deslanchar nas estatísticas de venda.

Autor: Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Professor de comércio eletrônico na Universidade Mackenzie. Pesquisador, especialista em e-commerce, consultor e editor do site www.e-commerce.org.br

Faz muitos anos que sempre vejo este livro entre os best seller, aqui e pelo mundo.

Finalmente pela indicação de um amigo, resolvi conferir e descobri que o método apresentado por Stephen Covey em “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” é uma grande lição para quem pretende se auto desenvolver.

532r - 532r

O livro trabalha com os aspectos da Proatividade, Metas e Objetivos claros, Prioridades, Interdependência, Ganha/Ganha, Procure Primeiro compreender o outro para depois ser compreendido e Crie Sinergia.

De maneira clara, simples e objetivo, o livro vai nos conduzindo a uma auto reflexão, e a capacidade de compreender onde podemos aprimorar nossas ações coditianas, nossa organização, nossa capacidade de lidar com nossos semelhantes.

Recomendo!

Hoje, debaixo do guarda-chuva da web 2.0 cabe tudo, até elefante de sunga, tomando banho de baldinho. Vamos, portanto, separar o teclado do mouse. Primeiro, o que a Web 2.0 traz de verdadeiramente novo e diferente?

1. A possibilidade de uma comunidade de usuários criar e modificar diretamente o conteúdo dos websites.
O que nos leva à segunda grande mudança:

2. O gestor de conteúdo, informação, ou seja lá o nome que tenha, muda de lugar. De prover conteúdo, passa a gerir comunidades, que tomam o seu antigo posto.
Essa é a grande mudança, o resto é “conversa pra boi dormir”.

As mudanças atendem a um requisito fundamental dos nossos tempos de muita informação e pouca atenção:

1. É preciso aumentar a velocidade para a geração de informações em áreas cada vez mais mutantes;

2. Não existe, no modelo clássico, a possibilidade de uma pessoa, ou uma pequena equipe, conseguir ser rápido, amplo e preciso como milhares o são;

Ou seja, a produção coletiva não vem para criar problemas, mas solucionar os que estão aí sem solução. Assim, temos agora um novo ambiente comunicacional informacional disponível para resolver diversos problemas. Antes, em função das tecnológicas disponíveis, era preciso um carimbador-oficial de cada website: isso entra, aquilo não.

Havia um “porteiro”, pedindo carteirinha de conteúdo na porta, o que tornava o site pesado para algumas demandas.
Agora não. Nos sites Web 2.0 a grande marca é a demissão do porteiro para ganhar rapidez. O usuário não precisa mais passar mais pela portaria. Entra pela janela, teto, do chão, etc….

O novo “ex-porteiro” administra a comunidade, ajuda nas regras, nas ferramentas de regulação da massa, incentiva, acompanha alguns conteúdos críticos.

Mas é muito mais um animador comunicacional e informacional, do que um gestor de conteúdo e informação clássico.

Nós chamamos o novo profissional de gestor de comunidades com o apelido de apicultor de colméias.

Um website com comentários, notas, etc…é algo bacana interativo, mas não é Web 2.0. Ou seja, resolve alguns problemas, mas não os que a sociedade impõe cada vez mais: velocidade com qualidade.

Nesses websites 1.0 o porteiro continua lá, com o poder de decidir o que entra e o que não entra. Permite-se comentários, dar notas, mas o filé mignon quem coloca no balcão é ele, o que torna a informação pouco vibrante, estática e, portanto, atualmente, em muitos casos, sem valor.

Ou seja, a Web 2.0 veio para produzir de forma dinâmica um novo processo de gerar informação, que só funciona com comunidade interagindo e criando inteligência coletiva.

Dito isso, chego a conclusão: Será que nós (da área de tecnologia) estamos preparados para criar websites que se recriam e se renovam pelas mãos dos “leigos”. Outra coisa: Será que as empresas sabem o resultado final de possuir um produto web 2.0?

Isso com certeza, é algo a se pensar!!!

A revista Business 2.0 perguntou a 50 das “mentes mais brilhantes” dos negócios como você pode ganhar dinheiro em 2007. A maioria dos entrevistados é formada por integrantes da indústria de tecnologia e da “nova economia”, incluindo fundadores do Google (Sergey Brin), do MySpace (Chris DeWolfe), do YouTube (Chad Hurley), do Digg (Kevin Rose) e do Flickr (Stewart Butterfield).
Veja as frases abaixo:

“Obtenha sucesso com simplicidade”
Sergey Brin, co-fundador do Google

“Mantenha as redes sociais sociáveis”
Chris DeWolfe, co-fundador do MySpace

“Transforme a sua paixão em um império”
Rachael Ray, chef, escritora e empreendedora

“Aprenda a dizer não (mesmo que você seja conhecido como Dr. Sim)”
Richard Branson, fundador e presidente do Virgin Group

“Atreva-se a ser um empreendedor social”
Howard Schultz, presidente da Starbucks

“Dê a sua empresa iniciante a chance de lutar”
Chad Hurley, co-fundador do YouTube

“Seja fiel aos seus valores”
Anne Mulcahy, presidente da Xerox

“Evite a revolta da sua equipe (com chocolate, se necessário)”
Michael Scott, gerente regional da Dunder-Mifflin Paper Co.

“Pense grande”
Michael Dell, fundador e presidente da Dell Computer

“Execute um grande segundo ato”
Andre Agassi, co-foundador da Agassi Graf Development

“Deixe os usuários comandarem o show”
Kevin Rose, fundador do Digg

“Obtenha sucesso com simplicidade”
Eric Schmidt, presidente do Google

“Esforce-se pela autoridade moral”
Stephen Covey, vice-presidente da FranklinCovey e autor de Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

“Transforme uma queda em uma recuperação”
Carly Fiorina, ex-presidente da HP

“Transforme sessões de protesto em brainstorms”
Edgar Bronfman Jr., presidente do grupo Warner Music

“Busque grandes recompensas em pequenas idéias”
Muhammad Yunus, fundador do Banco Grameen e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006

“Seja obcecado por soluções, não problemas”
Donald Trump, presidente da Organização Trump

“Transforme a sua maior fraqueza no seu maior bem”
Reed Hastings, co-fundador e presidente da Netflix

“Force os investidores para o verde”
Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures

“Compartilhe o crédito”
Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos

“Confie nos seus consumidores e eles irão amá-lo em retorno”
Craig Newmark, fundador e presidente do Craigslist

“Transforme a sua paixão em um império”
Helen Greiner, co-fundador e presidente da iRobot

“Descubra a sacada real da economia virtual”
Philip Rosedale, fundador e presidente da Linden Labs

“Confie no seu instinto”
Chris Albrecht, presidente da HBO

“Crie um blog para criar o seu negócio”
Fred Wilson, gerente de parcerias da Union Square Ventures

“Prospere na sombra de um gigante”
Bruce Chizen, presidente da Adobe Systems

“Atreva-se a ser um empreendedor social”
Laura Scher, presidente da Working Assets

“Tem que ser mais do que somente por dinheiro”
Stewart Butterfield, co-fundador do Flickr

“Deixe eles verem o seu suor”
Pamela Thomas-Graham, presidente do grupo Liz Claiborne

“Mantenha antigas marcas sem pó”
Alan Hassenfeld, presidente da Hasbro

“Preste atenção na corrente predonimante”
Brad Garlinghouse, vice-presidente senior de comunicações e comunidades do Yahoo

“Esteja disposto a cruzar os corredores”
Malcolm Gladwell, autor de O Ponto de Desequilíbrio

“Seja comprado pelo Google”
Joe Kraus, co-fundador e presidente do JotSpot

“Pratique descontentamento construtivo”
Mike Eskew, presidente da UPS

“Não seja um queimador de pontes”
Debra Lee, presidente da BET Networks

“Dê a sua empresa iniciante a chance de lutar”
Ram Shriram, empreendedor do Vale do Silício e diretor do Google

“Faça da sua marca parte da discussão”
Jeff Hicks, presidente da Crispin Porter & Bogusky

“Coloque-se no centro das atenções”
Tim O’Reilly, fundador e presidente da O’Reilly Media

“Faça valer a pena a diferença entre os sexos”
Brad Anderson, presidente da Best Buy

“Reinvente você mesmo, não apenas a empresa”
Andrea Jung, presidente da Avon

“Seja um perturbador da indústria”
Marc Benioff, presidente da Salesforce.com

“Não complique-se com uma coisa boa”
Paul Jacobs, presidente da Qualcomm

“Pratique diferenciação extrema”
Ron Sargent, presidente da Staples

“Proteja a marca chamada você”
Mireille Guiliano, presidente da Cliquot e autora de Mulheres Francesas Não Engordam

“Refaça campanhas publicitárias para a era digital”
Jeff Goodby, co-fundador da Goodby Silverstein & Partners

“Pratique fusões e aquisições baseadas no senso comum”
Guerrino De Luca, presidente da Logitech

“Alavanque a sua rede pessoal”
Karen Francis, presidente da Publicis & Hal Riney

“Seja um construtor de agitações inteligentes”
Brian McAndrews, presidente da aQuantive

“Continue desaprendendo para manter-se inteligente”
Gary Hamel, consultor e autor do livro Liderando a Revolução

“Pregue para a tecnologia”
John Chambers, presidente da Cisco