A Geração Y no trabalho: mídias sociais, etc e tal

coryLendo um post interessante sobre o dia-a-dia de um individuo da geração Y (ou geração C como queira) encontro um “diário” de alguém submerso nesse novo mundo, é na verdade uma auto análise que sintetiza o que individuos imersos em mídias sociais, tecnologia, vida familiar, e vida profissional pensam, preste atenção:

“Este é o Cory. Ele é o responsável pelas nossas mídias sociais”, diz o gerente aos seus novos funcionários. “Ele é pago para acessar o Facebook o dia todo.” Eu simplesmente viro meus olhos e digo aos novos funcionários para ignorá-lo. Estou feliz porque, finalmente, fiz com que o gerente de TI permitisse o acesso dos sites de mídia social que ele havia bloqueado nos computadores da empresa toda. Volto ao meu trabalho, no qual possuo dez janelas abertas no Firefox. Eu certamente mantenho o Facebook aberto; também tenho Twitter, LinkedIn, Gmail, o blog da empresa, assim como outros muitos sites que estou usando para pesquisa.

Ao longo do dia um amigo me manda, via Google Chat, a notícia quente sobre uma nova empresa que poderia utilizar nossos serviços. Outro me envia uma Direct Message no Twitter para me lembrar de que Jeremiah Owyang estará à noite na cidade. Owyang acabou de deixar a Forrester Research (empresa de pesquisa em tecnologia e marketing), onde era o analista mais jovem que eles possuíam, depois de apenas dois anos de carreira lá. Seu intuito é estar em grupo, e ele está saindo para se tornar parceiro em uma nova empresa. Mal posso esperar para encontrá-lo. Seus encontros são repletos de informações úteis em termos de mídias sociais, marketing e melhores práticas nos negócios.

Enquanto estou checando minha conta no Twitter, dou risada com algumas piadas, respondo a algumas perguntas aleatórias, e construo relacionamentos com algumas das pessoas mais influentes em minha empresa.

Um pouco mais tarde, dou uma volta para encher minha garrafa de água. As pessoas estão em pé conversando na cozinha. Alguns, da antiga geração, permanecem assim por 15 minutos. É legal ter um intervalo depois de certo tempo. É legal também rir com os colegas de trabalho e estabelecer relacionamentos com eles.

Ao final do dia, construí dúzias de novos links para o website da nossa empresa, consegui duas menções positivas nos meios principais da mídia, solucionei dois problemas de clientes e encontrei três ofertas sólidas para nossa equipe de vendas. Estou me sentindo bem produtiva.

Em meu caminho para casa, checo meu e-mail via celular e respondo algumas mensagens relacionadas a trabalho. Sinto-me realmente curiosa sobre o que vejo. Então, acesso nossa fonte de análise para saber sobre o desempenho do nosso site. Mais tarde, naquela noite, eu tenho uma idéia brilhante sobre uma nova tática de marketing, então acesso a página de administração do WordPress corporativo e escrevo um post rápido e direto. Depois que tudo foi dito, eu provavelmente passei cerca de 90 minutos em assuntos profissionais enquanto não estava no trabalho.

Eu criei esse relacionamento com minha profissão que simplesmente amo. Faço coisas que realmente acho interessante e integro muitas habilidades diferentes. Ao mesmo tempo, não consigo delisgar o meu cérebro quando não estou no trabalho. Meu lado direito do cérebro é mais ativo, então as idéias nascem em momentos ímpares. Preciso agir diante delas no momento em que me surgem, ou elas vão embora. Então, trabalho quando o estalo vem.

Também gosto de ter liberdade para integrar todos os aspectos da minha vida com o trabalho. Eu realmente não separo minha vida profissional da pessoal – ao menos, não do modo como a geração dos meus pais parecia fazer. Meus amigos me enviam ótimas idéias de trabalho em um minuto, e um vídeo hilário na internet no instante seguinte. Eu faço o mesmo com eles. Nós nos sentimos produtivos e obtemos resultados – mas não da forma como alguns de nossos chefes aprovariam.

Toda geração possui suas discordâncias com a geração que veio antes, e também com a que veio depois. Não queremos repetir os erros da geração de nossos pais, e desejamos estar certos de que a próxima geração não repetirá os nossos.

Eu entendo isso completamente. Vi muitas pessoas da geração anterior que trabalhavam em excesso. Só trabalho, e nada de lazer, torna as pessoas maçantes. Ao mesmo tempo, eu reconheço que os mais jovens precisam passar algum tempo pagando suas contas se desejam atingir posições de influência e um bom retorno quando trabalharem para os outros. Talvez seja por isso que muitas pessoas da minha geração estejam começando seu próprio negócio e obtendo sucesso. Parece que todas as pessoas que conheço da minha faixa de idade possuem seu próprio direcionamento no mercado.

Como a crescente geração Y integra cada vez mais os altos escalões da força de trabalho, nosso método de estar sempre em comunicação integrará da mesma forma. Quando seus canais de comunicação estão sempre ligados, é quase impossível separar completamente o pessoal do profissional – na verdade, o pessoal geralmente se torna o profissional. As pessoas com quem possuímos laços fortes irão se comunicar conosco e nos enviar vídeos engraçados, e no mesmo espaço de cinco minutos nos mandarão informações de contato forte com clientes que podem terminar numa virada de jogo para a organização. É apenas a forma como lidamos com o processo.

Mas, novamente, talvez eu não deva falar em nome de toda a minha geração.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *