Black Friday e o 13º salário! Ingredientes perfeitos para alcançar o recorde de vendas?

Black-Friday-Vida-de-ProgramadorVendas bem expressivas para um único dia, e obviamente, varejista louco para aproveitar a sede de consumidores ávidos por satisfazer seus instintos capitalistas mais fundamentais: COMPRAR! Isso é o resumo do Black Friday! Como no Brasil o conceito de “um dia” não funciona, deixei para postar isso apenas na segunda-feira, fim “quase” definitivo do nosso Black Friday Brasil.

Este ano no Brasil, apesar da crise (alguns questionam se de fato existe crise, sob o aspecto do consumo), os resultados do último Black Friday foram animadores para o e-commerce brasileiro, mas um tanto longe das estimativas apontadas pela empresa especializada em comércio eletrônico, a E-bit, que apostava que a arrecadação total da “mega” liquidação chegaria a R$ 1,2 bilhão, contra R$ 770 milhões em 2013, significando um aumento de 56%.

Outra empresa especializada, a consultoria Conversion, trabalhava com previsão de lucros de até R$1,56 bilhão, o que representaria 4% do total de vendas do comércio pela internet durante todo o ano.

Ok, não foi o que especialistas esperavam, mas convenhamos, o “mar não esta para peixe” e não há previsão de superfaturamento para a maior parte do mercado, apesar de que alguns segmentos comemoram ótimos resultados.

Acompanhando a mega campanha durante todo o dia, pude perceber muitos problemas técnicos, falta de criatividade, muita fraude, e preços absurdamente iguais a qualquer dia do ano. Ao final, as vendas ao longo da Black Friday somaram R$ 871,9 milhões nas lojas online do Brasil. O valor é 48% maior do que o registrado na mesma data há um ano, segundo dados da empresa responsável por análises de risco ClearSale e da criadora do site oficial do Black Friday, a Busca Descontos. Os índices animadores não batem com os dados apresentados por outras consultorias, mas isso não vem ao caso aqui.

Foram registrados 2.092 milhões de pedidos pela internet, numa média de 61 compras por segundo. O levantamento ainda revela que os produtos mais procurados pelos consumidores foram os eletrônicos, com 42% das vendas, seguido dos artigos de esporte e lazer, com 15%. Na sequência, apareceram os itens de informática (11%), viagens (10,6%) e moda (7,3%).

Paralelo às vendas, só o Procon de São Paulo havia registrado 753 atendimentos de consumidores relacionados à Black Friday (ano passado foram 302 queixas). Os principais problemas relatados por consumidores estão relacionados à produtos ou serviços indisponíveis, sites com falhas, alteração de preço na finalização da venda, “maquiagem de preços”, sumiço de produtos do carrinho virtual, problemas no pagamento e preços elevados de frete para “compensar” os descontos”. Estes registros somaram 78% das demandas registradas. Já o site Reclame Aqui registrou mais de 12 mil queixas até o término da Black Friday.

A maior parte das reclamações recebidas neste ano se concentraram em três empresas: B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), Saraiva, e Nova Pontocom (Pontofrio.com.br, casasbahia.com.br, e extra.com.br), obviamente por ser as maiores.

Apesar dos ganhos, a Black Friday brasileira ainda está engatinhando perto do evento norte-americano. Lá a expectativa de faturamento gira em torno de US$ 13 bilhões (R$ 33,3 bilhões) e considerando ainda o final de semana, quando as promoções continuam, a Black Friday americana deve movimentar US$ 36,7 bilhões nos três dias, cerca de R$ 94 bilhões.

Mas o maior faturamento do comércio online mundial continua pertencendo ao “Single’s Day” (Dia dos Solteiros) na China, celebrado todo 11 de novembro. Só o site de vendas AliExpress faturou, neste ano, US$ 9 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) como escrevi no meu artigo anterior (clique aqui para ler).

Mas comemoremos! Comparado com o varejo tradicional, e por ainda estarmos criando a cultura da venda on-line, temos muito que comemorar. Percebo que os varejistas estão se preparando cada vez mais para eventos como esse, e os nossos consumidores estão cada vez mais interessados também.

Outro fator: A escolha da data foi um “empurrão extra”, pela “coincidência” de datas. O dia 28 é a data limite para pagamento da primeira parcela do 13º salário. Muitos consumidores se sentiram animados a gastar, antecipando a gastança de natal. Fica a dúvida de como isso irá impactar nas vendas de dezembro.

Agora, é esperar a chegada das encomendas, até a próxima!

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