Já ouviu falar em Financiamento Coletivo? Sim! Ainda existe dinheiro para bons projetos

crowd_structure_02Parece utopia, mas já partindo para a definição, o financiamento coletivo, ou crowdfunding, é um modelo de financiamento que funciona geralmente online. Nele, diversos usuários colaboram com quantias pequenas ou muito grandes para financiar um projeto independente. Quem determina o mínimo e máximo que podem ser doados é o próprio usuário que cria o projeto.

Geralmente, a captação de recursos é feita pela internet para arrecadar fundos, que pode ser para a produção de filmes independentes, shows, livros, álbuns, iniciativas de jornalismo, início de pequenas empresas, desenvolvimento de software livre, filantropia, ajuda a regiões que passaram por desastres naturais, campanhas políticas e por ai vai!

Há vários sites de “vaquinha virtual” disponíveis na web. No Brasil, o mais famoso é o “Catarse”, mas existem muitos outros, como o maior site de financiamento coletivo do mundo, o Kickstarter. O site, fundado em 2008, ajuda pequenos empreendedores a começar seus projetos.

Por meio do Kickstarter por exemplo, foi iniciado o projeto da caneta que desenha em 3 dimensões, a 3D Doodler e o MiniMuseum, um museu de bolso, que conta com fragmentos de preciosidades e diversos livros de quadrinhos e games.

Me lembro quando o crowdfunding chegou ao Brasil despertando muitos céticos que previam que a cultura brasileira de desconfiança faria da idéia um fracasso! Até mesmo questionamentos sobre o “caráter” do brasileiro eram usados como argumentos, e apregoavam que isso jamais “pegaria” no Brasil! Pois bem, eles erraram… O modelo entrou e continua em plena expansão, mas agora em novo viés: projetos sociais.

O Brasil deu uma nova cara à ideia, pois aqui o crowdfunding está ultrapassando aquele momento inicial, de financiamento de projetos de artistas viabilizado por fãs, ou de softwares e hardwares, para ganhar um sentido mais comunitário, com pessoas se reunindo para alavancar projetos de impacto social.

Hoje, é possível apoiar desde uma ação da ONG Expedicionários da Saúde, que arrecadou R$ 34 mil para levar atendimento médico à população indígena do Parque do Xingu, até o escritório Teto, que já construiu 41 casas em comunidades cariocas.

Na rede Catarse por exemplo, dos 500 projetos inscritos na plataforma, 250 obtiveram sucesso e foram realizados. Segundo um dos sócios da rede Catarse, Diego Reeberg, existe um processo de curadoria inicial, o que filtra e ajuda a dar confiabilidade aos projetos.

Mas nem só de projetos sociais vive o crowdfunding! Existem projetos fantásticos que saíram do papel, como por exemplo o Canary, que é um dispositivo que permite verificar tudo o que acontece em casa através do celular. O aparelho conta com câmera HD, microfone, visão noturna, sensor de movimento, sirene, termômetro, qualidade do ar e medição de umidade. O monitoramento é feito através de um aplicativo disponível para iOS e Android, e alertas são enviados para o usuário quando há alguma coisa fora do normal.

Existe também o Scanadu, onde o usuário mede os batimentos cardíacos, pressão sanguínea, temperatura, respiração e oximetria com um só aparelho. Basta segurar o dispositivo na região da testa por 10 segundos, e todas estas informações são enviadas para o smartphone.

Um projeto que me chamou a atenção foi o Structure, que é um sensor 3D que acoplado no iPad permite “scannear” objetos, ambientes, executar aplicativos e jogos com realidade aumentada, simplesmente fantástico!

Sou um apaixonado pelas mudanças geradas pelo crescimento da internet, e não digo isso por vivo profissionalmente dela! Eu penso que em tempos de internet, em que o mundo todo está conectado e produzindo, é maravilhoso que tenhamos meios para difundir conhecimento e facilitar o acesso de todo mundo às coisas legais que surgem por aí, de gente comum, mas inteligente e criativa.

O financiamento coletivo também é uma forma de participação popular, que indiretamente podem se sentir co-responsáveis pelas inovações. E não é só isso, já que permite até mesmo que a militância política possa ajudar com o financiamento de projetos políticos que condizem com suas lutas e crenças e que podem mudar a situação em que vivem.

Lembra em 2008, Barack Obama, hoje presidente dos Estados Unidos, fez uso da iniciativa para conseguir fundos para a sua campanha presidencial. Pelo Facebook, a campanha usou um aplicativo conhecido como Mobilize, pelo qual qualquer pessoa podia apoiar financeiramente o candidato com uma quantia equivalente a R$30,00!

É isso, se você que esta lendo este artigo e tem uma ideia, mas te falta o dinheiro, não desista, avance, e quem sabe todos nós poderemos ser presenteados com uma inovadora idéia!

Até a próxima!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *