No e-commerce, se não pensar fora da caixa, vira refém da crise e parte da estatística!

15a5b43Existe muito pessimismo no mercado, mas em relação ao comércio eletrônico, as coisas ainda não estão tão ruins como parece. Segundo o E-bit, o e-commerce brasileiro fechou o primeiro semestre de 2014 com um faturamento de R$ 16,06 bilhões, superando o mesmo período em 2013 (R$ 12,74 bilhões) e registrando crescimento nominal de 26% no setor.

Não é a toa que e-Bay, Walmart, AliExpress e outras grandes empresas mundiais aumentaram seus investimentos na área de vendas on-line no Brasil. E isso, apesar do nosso país ainda viver o fantasma de antigos problemas, como a questão de infraestrutura e tributação!

A precariedade da infraestrutura do transporte brasileiro é um dos principais desafios da logística para o e-commerce brasileiro, sendo responsável pelo elevado número de reclamações por falhas e demora na entrega, e consequentemente prejuízos.

Já sobre o conhecido problema dos impostos, as empresas do setor de e-commerce são reféns de uma guerra entre os Estados referente à arrecadação do ICMS. E mais, o próprio governo ainda não sabe como responder questões fiscais, e que acabam por vezes tendo soluções duvidosas, como na questão do ISS sobre a veiculação de anúncios on-line, a isenção de imposto de importação nas compras inferiores a US$ 50,00 e tributos incidentes na aquisição de software via download.

E é nesse contexto de desafios, que o Brasil precisa nesse momento de empresas que pensem “fora da caixa”, e qualquer inovação ou ações de qualidade podem definir o sucesso, mesmo em meio a crise.

Eu diria que algumas ações são até mesmo inevitáveis, e podem antes de tudo salvar uma empresa de e-commerce das tristes estatísticas de falência. Ações até mesmo simples, como:

1 – Uma loja virtual de sucesso é feita de clientes fiéis! E clientes fiéis, precisam de tratamento diferenciado. Por que no Brasil ainda tratamos melhor os novos clientes, do que os clientes fiéis?

2 – O controle do estoque é o segredo para disponibilidade 100% dos produtos! Site que tem muitos produtos indisponíveis ou off-line, se tornam indesejáveis e desacreditados.

3 – A entrega eficiente é fator competitivo sempre! Quanto mais rapidamente seus consumidores receberem os pedidos (e de forma intacta), maiores serão as chances de se tornarem clientes fiéis.

4 – Nesse momento é hora de conclamar os fornecedores! Juntos, loja virtual e fornecedores podem oferecer preços mais competitivos para os produtos geradores de tráfego da loja, descontos para primeira compra e recompra, frete grátis, desconto para aquisição do segundo item, e por ai vai.

5 – Loja virtual de sucesso precisa de gerenciamento de banners! Atualizar os banners da loja virtual com promoções, novidades e lançamentos de forma organizada e programada! Aproveitando datas comemorativas e sazonais. Todas as plataformas de venda e divulgação precisam falar a “mesma lingua”.

6 – O SEO ainda é uma arma poderosa! Nove em cada dez internautas no Brasil usa o Google para pesquisar informações, encontrar produtos e decidir suas compras. Se a plataforma não usa todo o poder de fogo do SEO, a do concorrente usará!

7 – Clientes antigos, e carrinhos abandonados precisam de uma atenção especial e promoções diferenciadas! É um investimento que vale a pena, pois são pessoas que já conhecem a loja e seus produtos, ou se sentiram tentados a comprar. No caso dos que “abandonam o carrinho de compras”, dependendo do valor, vale inclusive um contato pessoal para conhecer o motivo da desistência.

8 – Divulgue, e muito! Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Google +, Linkedin são algumas das ferramentas para divulgar suas novidades e promoções. Uma dica: A empresa não pode ser chata na timeline, mas também não pode ser omissa.

9 – Pesquisa as tendências! A saída pode estar em estratégias como e-commerce de nicho, foco na “Geração touch”, Social Commerce, M-commerce, etc.

Se esta ruim até mesmo para o mercado on-line, imagine para o mercado tradicional! O que me impressiona, é que mesmo em meio a crise, as empresas brasileiras ainda são relutantes em iniciar seus investimentos na internet, como se isso não pudesse melhorar as coisas! Nem falo de criar lojas virtuais, até porque acredito que é preciso planejamento para se ter uma loja virtual! No Brasil, 70% das lojas virtuais são inoperantes, ou seja, realizam menos de dez vendas por mês, indica um levantamento feito pela ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Quando falo em iniciar, eu falo de site mesmo! Uma passo simples, mas não para a maioria pelo que me parece. Segundo pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil) e a Câmara Nacional de Diretores Lojistas (CNDL), em média, 70% de varejistas, lojistas e comerciantes brasileiros não tem endereço na web.

Sabe o que me incomoda? A sociedade em que vivemos faz com que o e-commerce cresça na faixa de 30% ao ano, e aí pergunto: Como nosso comércio quer enfrentar a crise, sem nem uma inovação tão simples como ter um site é considerada?

Até a próxima!

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