Será que podemos nos sentir ameaçados com o progresso da Inteligência Artificial?

“As máquinas vão ultrapassar a inteligência humana depois de 2020″. Isso é o que afirma Vernor Vinge, professor aposentado da Universidade da Califórnia que recentemente deu uma entrevista para o site IDG Now.Mas o que é esse negócio de “inteligência artificial”? Bem, muita gente diz que a escolha desse nome não é boa, porque gera discussões sobre se computadores podem pensar, sobre o que é inteligência, e sobre se os computadores vão querer “liberdade” ou até destruir a humanidade no futuro. Não é a toa que filmes como Matrix, A.I e outros empolgam, mas também levam multidões a temer e prever um mundo controlado pelas máquinas.

Sobre a questão da liberdade, é fácil: computadores querem o que a gente quer para eles, e não existe como os mandar querer “liberdade”. Na verdade, liberdade, pode ser mais um sentimento do que uma situação ou condição (já começo a invadir a área da Psicologia). Imagine comigo: Você acha que as máquinas poderão sentir-se reprimidas pelo ser humano? Será que sentimentos humanos poderão ser vividos por máquinas? Eu pelos menos, não acredito nessa possibilidade, já que a mente humana não é tão “exata” como a matemática.

Quanto a todas as perguntas sobre computadores pensarem, Edsger Dijkstra, um dos maiores pesquisadores da computação resumiu todo o debate em uma frase excelente:

“Perguntar se computadores podem pensar é tão útil quanto perguntar se submarinos podem nadar”.

Até onde eu sei submarinos não nadam. Mas isso leva a um debate sobre o que é nadar, que é exatamente igual ao debate sobre o que é pensar. E isso não muda a forma como os submarinos se locomovem.

Mas eu ainda não expliquei o que é a inteligência artificial. Eis a definição: é uma área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.

Inicialmente a Inteligência artificial visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito é bastante difícil de definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.

O atual nível da Inteligência Artificial não chegou ao ponto de reproduzir totalmente a inteligência de seres inferiores e menos complexos como insetos ou répteis, quanto menos chegar ao ponto de reproduzir a inteligência de mamíferos seja eles ao menos seres como camundongos ou cachorros.

Mas acho que esse seria o melhor caminho. A máquina deveria ser apenas o suficientemente inteligente para realizar a tarefa na qual ela foi destinada, o que já ocorre hoje. Mesmo tornando uma maquina tão inteligente quanto um inseto já poderia ser algo perigoso, pois, a partir do momento que se atribui o instinto de sobrevivência combinado com a habilidade de aprendizagem, uma maquina poderia fazer de tudo para garantir que seu sistema continue em operação, mesmo que para isso prejudicasse vidas humanas.

Mas os estudos da Inteligência Artificial têm avançado grandemente no mundo dos negócios, onde é necessária a velocidade das máquinas para buscar e apresentar dados para que algo ocorra: decisões! Imagine que hoje temos nas grandes empresas imensos terabytes de dados de transações, informações de clientes, produtos, concorrentes, funcionários e oportunidades que são abastecidos por dezenas de programas, cada qual com um objetivo totalmente diferente do outro. Hoje, seres humanos acessam estes dados (de cada programa) para a tomada de decisões. Mas tudo não passa de dados, informações às vezes bonitas em formas de gráficos coloridos (isso já é um avanço, haja vista que há empresas que ainda confiam na velha planilha).

Evoluções surgiram como os Data Mining, mas, até mesmo esses não passam de: exploração de dados! O grande desafio da Inteligência Artificial é: Ir além do que apresentar problemas que nem imaginávamos que tínhamos, mas que possam sugerir como resolver nossos problemas mais complexos, com a melhor característica da inteligência humana: SENSIBILIDADE!

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