Será que vale a pena comprar um Ultrabook? Vamos refletir!

acer_ultrabooksAntes de mais nada, vale destacar: para ser classificada como Ultrabook, a máquina precisa atender algumas especificações além do design super fino e leve. A espessura máxima do computador não pode ultrapassar os 20 milímetros, o tempo de resposta (desde você ligar o computador até ele está pronto para ser usado) deve ser inferior a 10 segundos, a bateria deve ter, no mínimo, cinco horas de autonomia e o armazenamento deve ser feito em SSD. A diferença do armazenamento em SSD é que ele ocupa menos espaço físico, é mais rápido e oferece maior resistência a choques que o HD tradicional.

A Intel, criadora do conceito de Ultrabook em 2011, afirmou através do CEO da empresa, Paul Otellini, que a demanda por esses aparelhos seria enorme e representaria mais de 40% do mercado de laptops para este ano. É exatamente neste ponto que surgem as primeiras barreiras, veja, hoje em média, um Ultrabook custa 25% a mais que um notebook com configuração equivalente. Aí fica a seu critério. Será que vale a pena investir um pouco mais em um equipamento mais moderno e com tecnologias tão inovadoras? Talvez! Mas se você estiver procurando um equipamento apenas para uso doméstico, para acessar a internet principalmente, de repente você pode economizar algo em torno de 400 a 1.000 mil reais.

Uma outra coisa que incomoda é o armazenamento, pois raros são os modelos que trazem um SSD como disco primário com mais de 256 GB e que saem por menos de 3.500 reais! Enquanto que notebooks com 1 Terabyte já é comum nas lojas e preços mais em conta. Há outras limitações, como placas de vídeos mais robustas, quantidade de saídas USB, HDMI, ausência de leitores de CD/DVD e a falta da boa e velha saída de vídeo VGA (usada para na maioria dos projetores de vídeo). É claro que para todas essas limitações há adaptadores, gadgets e afins, mas daí perde sentido, certo?

Voltando à pergunta inicial: compensa comprar um Ultrabook? A não ser que o objetivo seja um laptop extremamente fino e com uma atenção maior ao visual, a resposta para a maioria das outras situações é não (minha opinião). Essa categoria de laptops ainda tem muito a evoluir em vários aspectos, tanto em relação à performance propriamente dita quanto a outros pontos, como duração de bateria, configuração, armazenamento e principalmente preço.

Com o Ultrabook, chega-se à conclusão de que é impossível, ao usá-lo, esquecer o legado deixado pelos notebooks, ao ver a tentativa de melhorar a experiência do usuário com um hardware mais leve e fino. É nítido também que um tablet é mais sinônimo de entretenimento que um Ultrabook, com toda a portabilidade e versatilidade do touchscreen, e as novas possibilidades de mídias (câmeras, bussolas, acelerômetros, etc.). Em compensação, o conforto de um teclado físico (que os tablets não têm), dimensões, peso e a familiaridade dos sistemas operacionais pesam a favor do Ultrabook.

Fica a seu critério, até a próxima!

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