Sim! Estou migrando do Windows para o Mac, e não tem volta!

gallery1_2256Antes que você comece a ler achando que se trata de um texto “fan boy” de um macmaniano você esta enganado! Acredite, eu gosto do Windows…

Depois de relutar, discutir e argumentar com fãs de Linux e Mac OS, finalmente decidi aderir à outro sistema operacional como o principal da minha vida: Mac OS X Mavericks da Apple. Não é fácil abandonar o Windows, e nem sei ainda se o farei completamente!

Me lembro quando em 1991 tive um contato mais intenso com PC’s. Eu era um juvenil que conhecia alguém com um “poderoso” IBM PC 286 com incríveis 8Mb de RAM para explorar por horas, enquanto fosse possível! Dois anos depois veio a placa de fax-modem e descobrimos a internet.

Abandonar o Windows não é deixar um sistema, é deixar todo um ecossistema com as “telas azul da morte”, conflitos de hardware, DLL’s corrompidas, falhas de proteção geral, discos rígidos fragmentados, partições invisíveis, centenas ou milhares de vírus, malwares, e outros insetos, horas e horas de muitas formatações, e mistérios quase sobrenaturais e que ficaram sem resposta, enfim, muitas dores de cabeça e, justiça seja feita, muitas alegrias também. Confesso que talvez esteja abandonando o Windows em sua melhor fase, mas é hora de novas experiências…

Ter um PC Windows sempre me garantiu a grande oferta de softwares, jogos, compatibilidade de hardware (controverso) e muita informação disponível na web, tudo isso são coisas boas que estou deixando para trás…

As diferenças? As diferenças existem, e várias! Itens como a barra superior que exibe os menus do aplicativo que estiver sendo usado (não há uma barra de menus em cada janela, como no Windows), os botões de fechar, minimizar e ampliar que ficam no canto superior esquerdo das janelas (e não no direito), e a presença de um dock na parte inferior (pode-se mudar) da tela com aplicativos e pastas importantes, além da lixeira.

Em relação aos três botões do canto esquerdo uma curiosidade: Fechar a janela do aplicativo não significa encerrar o aplicativo. No OS X, clicar no botão para fechar a janela faz apenas isso: fechar a janela. O aplicativo continua em execução e carregado na RAM. Para fechá-lo de verdade, só pressionando Command+Q. Já o botão ampliar adapta a janela ao conteúdo para exibi-lo da forma mais eficiente possível. O problema é que cada programa interpreta o botão de maneira diferente e seu resultado é imprevisível: a janela pode ficar do mesmo tamanho, aumentar somente a altura ou até diminuir. Para garantir uma janela em tela inteira, é necessário clicar no canto direito (isso vai mudar no Mac OS X Yousemite).

E o processo de instalação de programas no Mac OS X? Fantástica! Simples, basta apenas arrastar o programa para dentro da pasta programas e pronto! E pra desinstalar, basta deletar a pasta (apesar de que nem sempre isso é 100% eficaz… mas existem aplicativos que limpam rastros de forma eficiente).

Há uma experiência singular na transferência para o Mac, principalmente na redução considerável das horas que você “perde” brigando com o computador. As coisas estão ali, funcionam do jeito que Steve Jobs sempre quis e ninguém mexe. Ou você gosta (e aceita) ou vai procurar sua (outra) turma. Os aplicativos para OS X são, em geral, muito melhores, com recursos bacanas e interfaces bem desenhadas. Aparentemente, há um cuidado maior com o visual dos programas em relação ao Windows. Mas tem carências em coisas bobas, como por exemplo a ausência da opção “recortar” arquivos para colar em outras pastas, e dificuldades pra usar pen drives e HD’s externos em formato PC, que só funcionam depois de alguns plugins, etc…

Um ponto que não vai interessar para a maioria dos que estão lendo este texto, mas que acho positivo, é o fato do OS X ser baseado em Unix. Isso significa que há muitas semelhanças com o Linux, e alguns comandos do mundo Linux e ferramentas famosas do pinguim estão presentes também no Mac, e isso para gerentes de redes baseadas em Linux/Unix e para desenvolvedores web de plataformas abertas é uma mão na roda!

Por ultimo, e os programas exclusivamente Windows? A saída esta nos famosos programas virtualizadores como Virtualbox, WMWare e principalmente Parallels. Por que “principalmente” o Parallels? Nos testes que fiz, foi o único que mostrou uma integração perfeita entre Windows e Mac, sendo possível por exemplo abrir um programa do Windows dentro do Mac, com a interface Mac como se fosse um programa nativo. Inclusive é possível jogar jogos do Windows no Mac confortavelmente…

Bem amigos… Há muito tempo já venho fuçando em um monte de coisas neste sistema operacional! Testei inúmeras combinações, conexões, e até mexer com código no Terminal do Mac, mas no fim das contas, frustração… Continuou tudo igual, sem perder ou ganhar velocidade, funcionando do mesmo jeito de antes, mas mesmo assim, decidi que ele deve fazer parte da minha vida, agora no papel principal!

Até a próxima

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